Inspeções de Pontes da Vale em Marabá (PA)

Inspeções de Pontes da Vale em Marabá (PA)

Desde ano passado, nossa equipe da Engenharia está envolvida em serviços na região de Marabá (PA). O alvo do trabalho são duas pontes da Vale. Uma fica sobre o rio Tocantins. Outra, sobre o Rio Jacundá.

A Ponte rodoferroviária sobre o Rio Tocantins com seus 2.340 m de extensão é a principal ligação entre o centro de Marabá e os distritos periféricos. Além disso, a ponte é atravessada, na sua parte central, pela Estrada de Ferro Carajás, que atende ao transporte de cargas e passageiros entre os estados do Pará e Maranhão.

Na ponte, estão sendo executados serviços de inspeção detalhada conforme a ABNT NBR 9452 – Inspeção de Pontes, Viadutos, Passarelas de Concreto – Procedimentos, bem como a inspeção de sua estrutura metálica, considerando ensaios não destrutivos e destrutivos. Dois pontos de destaque nesse trabalho são a utilização de drones e a modelagem 3D. Os drones, veículos não tripulados, são estratégicos para o início dos trabalhos, uma vez que permitem um primeiro mapeamento de anomalias através de fotos. Assim, é possível selecionar os pontos que precisam ser investigados mais a fundo. Contratamos a empresa Dronus, que utilizou drones do tipo Phantom e Matrice. Este último foi essencial, pois tem a capacidade de acessar a parte inferior do tabuleiro. Os resultados das inspeções em campo e por drones estão sendo modelados em 3D com o uso do software Revit para mostrar graficamente a situação da obra.

A Ponte Ferroviária sobre o rio Jacundá fica próxima à área de reserva indígena Mãe Terra. Essa ponte também é atravessada pela Estrada de Ferro Carajás. A obra possui uma estrutura em concreto armado com aproximadamente 180 metros de extensão que foi alvo de uma explosão intencional em meados de 2016. No ano seguinte, ela foi reparada e reforçada estruturalmente.

Nessa ponte, o escopo se baseia na execução de instrumentação, modelagem numérica da estrutura por elementos finitos, análise e interpretação dos resultados da instrumentação e do modelo numérico, com o objetivo de se definir a integridade estrutural, vida útil remanescente e coeficiente de segurança de cada elemento estrutural para o carregamento atual e projetado da Ponte. Para facilitar o acesso para a colagem dos extensômetros, a solução foi a contratação e treinamento de alpinistas.

Conforme conta a Coordenadora do Trabalho, Daniela David, foram muitos desafios a serem superados, mas com o apoio de toda a equipe e com a busca por soluções inovadoras, está sendo possível desenvolver um trabalho com resultados consistentes e que facilitará o planejamento e execução de novos serviços.